Novo dispositivo para hemodiálise entra na fase final de pesquisa

Um novo dispositivo que está sendo desenvolvido com a colaboração do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da empresa Da Capo – Inovações em Saúde poderá trazer mais qualidade de vida a pacientes que necessitam de hemodiálise. Único no mundo, o produto está em fase final dos estudos pré-clínicos.

No início deste mês de maio, pesquisadores da UEPG estiveram no câmpus do Tecpar, em Araucária, para mais uma etapa do projeto. Trata-se da realização do exame ultrassom pós-operatório dos modelos biológicos que receberam a implantação do dispositivo para hemodiálise.

“Este procedimento faz parte dos ensaios pré-clínicos, em que a gente testa os dispositivos em modelos biológicos, antes de passar para o teste em pacientes”, explica a médica veterinária e gerente do Centro de Experimentação Biológica do Tecpar, Meila Bastos de Almeida.

Segundo Meila, o projeto já caminha para a fase final, quando todas as informações serão reunidas em relatórios, para, então, passar para a fase clínica.

Antes de chegar até os pacientes, o dispositivo precisa ser registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O registro é concedido após os estudos pré-clínicos (fase atual) e clínicos, de acordo com as regras da Anvisa.

“Nesta fase estamos fazendo a avaliação de desempenho do dispositivo. O que a gente tem já é a validação, ou seja ele está funcionando. Agora precisamos aprimorar a metodologia para conseguir autorização e testar em pacientes”, pontua Josuê Bruginski de Paula, coordenador do grupo de pesquisas.

EVOLUÇÃO – Hoje, para fazer hemodiálise, o paciente precisa se submeter à cirurgia de construção de Fístula Artério-Venosa (Fístula AV), procedimento que torna possível a conexão do paciente com a máquina de hemodiálise. A hemodiálise é o procedimento pelo qual uma máquina limpa e filtra o sangue, fazendo parte do trabalho que o rim doente não pode fazer.

Segundo o coordenador do grupo, a Fístula AV falha em 10 a 30% dos pacientes e apresenta uma alta incidência de complicações, correspondendo a 25% dos internamentos, entre os pacientes em hemodiálise. O novo produto que está em estudos dispensa a fístula.

PESQUISADORES – O grupo de pesquisa é formado pelo médico, inventor, fundador da Da Capo e professor da UEPG, Josuê Bruginski de Paula; pela médica veterinária e gerente do Centro de Experimentação Biológica do Tecpar, Meila Bastos de Almeida; pela bolsista e médica veterinária Ariane Hruschkla; Leandro Cavalcante Lipinski, médico veterinário e professor da UEPG; e pelos cirurgiões vasculares da UEPG Ricardo Zanetti Gomes e Cesar Roberto Busato.

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