Categoria: Indústria da Saúde

Tecpar e Hemobrás atuarão juntos na produção de hemoderivados

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A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) irá receber do Governo Federal e de parceiros privados cerca de R$ 642,9 milhões para concluir a fábrica de fracionamento de plasma em Goiana (PE). O recurso é oriundo de uma nova parceria tecnológica firmada entre a Hemobrás, o Ministério da Saúde, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Octapharma, assinada na sexta-feira (23), durante visita do presidente da República, Michel Temer, e do ministro da Saúde, Ricardo Barros, às instalações da empresa pública. Com os novos investimentos, a fábrica deverá estar concluída em dois anos.

Com o novo acordo, o Tecpar terá a função de gerir o plasma colhido na região Centro-Sul e Sudeste do país, além do processamento inicial, logística e o controle de qualidade e envase do produto – este processo será realizado na fábrica do Tecpar, em Maringá.

A Hemobrás ficará com o processamento efetivo, a gestão do plasma nas demais áreas do país, o fracionamento e, também, com o envase dos hemoderivados. À Octapharma caberá transferir a tecnologia às empresas públicas e garantir o investimento para a produção no país.

Ao todo, serão produzidos os seis hemoderivados de maior consumo no mundo e que hoje são 100% importados (albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX plasmáticos, fator de von Willebrand e complexo protrombínico).

Para o presidente da República, Michel Temer, os incentivos realizados na fábrica vêm em resposta à dimensão e importância da Hemobrás para a produção de hemoderivados. “Nós estamos ligando a responsabilidade fiscal com a responsabilidade social. Juntos estamos no caminho certo”. Do total de investimentos, R$ 195,5 milhões foram destinados pelo Ministério da Saúde; R$ 101,1 milhões de recursos próprios da Hemobrás e R$ 346,2 milhões da nova parceira, a Octapharma. O novo parceiro tecnológico irá substituir a empresa francesa LFB.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou a importância de se investir na internalização desta tecnologia no país. “Quando a fábrica entrar em funcionamento, vamos economizar R$ 600 milhões por ano, por fracionarmos aqui o sangue que nós, hoje, mandamos para o exterior para ser fracionado e devolvido para o Brasil. Portanto, é um investimento que se paga muito rapidamente e que permitirá a solução de diversos outros problemas que temos”.

Barros ainda garantiu a construção da fábrica de Fator VIII Recombinante no complexo da Hemobrás. “Está autorizada a diretoria da Hemobrás a construção da fábrica de fator VIII recombinante que está em negociações com a Shire e há outros parceiros tecnológicos dispostos a construir a fábrica com recursos próprios, e parcerias no empreendimento”.

O fator de coagulação VIII recombinante, é obtido por meio de engenharia genética e considerado como o tratamento mais moderno no mundo para a hemofilia tipo A. Esses produtos são fundamentais para portadores de hemofilia, imunodeficiências primárias, cânceres, cirrose, queimaduras graves, crianças com Aids e pessoas em terapia intensiva. O Ministério da Saúde implementa, com esses investimentos, importantes soluções para o avanço da política de sangue do país.

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